Projeto “Xadrez nas escolas” desenvolve o raciocínio e a concentração dos alunos dos colégios estaduais  Foto: Banco de imagens 

Por Carol Rocha

Esporte somado à escola sempre deu resultado positivo. E com o xadrez não foi diferente. O projeto de lei, aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), de autoria do deputado estadual Marcelo Simão, tornou obrigatório o ensino de xadrez nas escolas estaduais. O projeto “Xadrez nas Escolas” já existe desde 2005, mas nem todas as escolas trabalhavam com o xadrez como matéria sócio-educativa.

O deputado Marcelo Simão defende a obrigatoriedade do jogo como ferramenta pedagógica devido aos inúmeros resultados já obtidos nas escolas adeptas desta atividade. “Pensamos em criar o projeto de lei para tornar obrigatória a prática de xadrez nas escolas porque é um esporte barato, capaz de desenvolver o raciocínio, a concentração e a capacidade de criar estratégias. Tudo isso é importante para a aprendizagem. Muitas escolas no exterior e também unidades particulares no Brasil já oferecem o xadrez, então, porque não dar essa oportunidade aos alunos das escolas públicas? As crianças e adolescentes das famílias mais pobres precisam ter as mesmas oportunidades dos filhos dos ricos”, diz Marcelo.

O Colégio Estadual Finlândia, em Jacarepaguá, já desenvolve o xadrez em sala de aula desde o início deste projeto. O diretor Mauro Diniz Azevedo não duvida que o esporte sirva de instrumento para progredir o aprendizado dos alunos. “Os jovens que participam do projeto tem um upgrade nas disciplinas como português e matemática, devido ao desenvolvimento do raciocínio lógico do xadrez”. Ele explica que as aulas são encaixadas nos tempos vagos e os instrutores são, em sua maioria, ex-alunos de sucesso do projeto. Mauro ainda acredita que com a nova lei, os incentivos vão melhorar: “Nós já tínhamos a ajuda do governo no envio de instrutores e material. Mas tenho certeza que agora as coisas serão muito melhores”, acredita o diretor.

Atualmente, a rede estadual atende a mais de 1.400.000 alunos, matriculados em mais de 1.500 escolas. O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Júlio César da Hora, atenta sobre a necessidade de estudos para a implantação do projeto “Xadrez nas Escolas”, para que a estrutura atual de ensino não seja prejudicada. “Criamos um grupo de estudos para avaliar de que maneira esta legislação poderá ser aplicada de forma eficiente. Temos que ser cuidadosos para empregar o ensino do xadrez sem mexer, ou mexendo o mínimo possível, na grade curricular atual, que envolve tanta gente. A idéia de ensinar xadrez em sala de aula é ótima, tanto que foi criado um projeto com este objetivo. Mas precisamos analisar a melhor forma de colocá-lo em prática”.
  fonte: O Estado online